Observatório Cósmico

22 maio 2016

Auto-Investigação, a Ciência da Auto-Realização.


Sri Ramana Maharshi
De acordo com o Advaita Vedanta*, a ciência da auto-realização (o que chamamos de auto-investigação), requer uma abordagem diferente daquela das ciências envolvidas na descoberta das complexidades do Universo. Ambas as abordagens são similares, de uma forma em que a nossa consciência, com atenção concentrada e conhecimento, é usada como um instrumento de percepção para ganhar conhecimento.
        Ciências, envolvendo a exploração do universo e suas leis focalizam a atenção para fora a objetos percebidos (tempo, espaço, matéria, as leis do movimento, gravidade, massa, etc) para determinar sua natureza. Quando a atenção e a consciência estão focados em analisar, as relações entre os vários objetos, de acordo com leis universais, se torna claro. Isto é devido ao poder inerente da consciência em descobrir e dar a conhecer a si mesma qualquer coisa que chame a atenção para si. É assim que as ciências (Matemática, Física, Medicina, etc) avançam.
       No entanto, um limite teórico para a compreensão fenômenos objetivos está sempre presente, na medida em que os fenômenos observados baseiam-se sempre na própria natureza do observador. Não está claro como exatamente a relação entre o sujeito e o objeto, pode ser determinada cientificamente. Filosoficamente, isto é devido à dificuldade lógica de separar o sujeito do objeto, demonstrando a sua independência.

21 maio 2016

A Economia Espiritual.



















Amit Goswami*
Tudo muda, pelo menos quanto ao conteúdo. Os negócios não são uma exceção. Em épocas anteriores, eles estavam relacionados com a agricultura; depois, veio a indústria; em seguida, a tecnologia; e agora, temos a alta tecnologia. Essa é uma mudança e tanto, bem como destacam vários autores, incluindo (e especialmente) Alvin Toffler. A questão que pretendo discutir aqui é se as práticas de negócios, ao longo dos anos, vêm refletindo uma evolução da consciência. Em outras palavras, podemos perceber uma evolução da nossa capacidade de processar significados na forma como os negócios mudaram nos últimos séculos? Eu acho que sim.
Nos velhos tempos, na Índia, os comerciantes eram separados numa casta chamada Vaishya. À casta Vaishya era permitido ir atrás do significado, mas tinha uma limitação: um indivíduo vaishya só podia fazê-lo dentro do contexto imposto pela classe superior, os Brahmins.