22 dezembro 2007

Earthlings / Terráqueos 95'

Este é meu presente de Natal!
O filme que você vai ver abaixo tem 95 min. Não perca nem um minuto dele.
Quando familias se reunem, não podemos esquecer que pertencemos a uma família maior, a familia dos Terráqueos:
“EARTHLINGS” é um documentário sobre a absoluta dependência da humanidade dos animais, mas também demonstra nosso completo desrespeito pelos nossos irmãos não humanos ". Narrado pelo indicado ao Oscar, Joaquin Phoenix, com música do renomado artista Moby.
O filme é triste e perturbador, mas traz embutida uma mensagem alegre:
VOCÊ ficou consciente!



Boa Comilança

12 dezembro 2007

O que é o Reiki.


Cada vez mais esta pergunta é feita dentro dos mais diversos ambientes de atuação na sociedade.

Todos nós estamos percebendo a necessidade de algo mais em nossas vidas. Sentimos a necessidade de nos aprofundarmos em nossos propósitos, realizarmos projetos ha muito engavetados, sonhos ha muito esquecidos ou guardados. Existe um sentimento de urgência em ganharmos coragem de mudar alguns aspectos em nós mesmos, para que tenhamos a possibilidade de conjugar o verbo Ser no tempo presente.
Quando este sentimento bate à porta do nosso templo sagrado, (o coração), um grande portal se abre e a nossa consciência se prepara para um salto quântico, que canalizará para nossas vidas ondas de energia vital com "pacotes" de Luz (informação, sabedoria, conhecimento) e Amor (eletricidade, movimento, liga universal) potencializando nossa existência no aqui e agora, em conexão com o Universo através de nossa Grande Alma, 100% consciente.
A redescoberta do Reiki por Mikao Usui em meados dos anos 1800, trouxe para a humanidade a chance de se liberar de todos os padrões limitadores criados pela falta de consciência enquanto peregrinos na fisicalidade. O contato com a Energia Vital Universal REIKI, nos envolve numa freqüência de Luz e Amor Cósmicos que tudo o que estiver em desequilíbrio em nosso Sistema de Quatro Corpos: Físico, Emocional, Mental e Espiritual será reequilibrado, os corpos realinhados e os centros de energia (Chakras) sintonizados com a mais perfeita e pura energia universal cósmica. Ao passarmos pelo processo de iniciação sagrada ou sintonização, além de absorvermos energia (Ki, Prâna) do ambiente que nos cerca, estaremos capacitados a absorver, em um continuum, a Luz Primordial, ou seja, a Energia Essencial em movimento em todo o cosmo antes de se manifestar na fisicalidade, com a possibilidade de canalizarmos esta energia para onde quisermos, sejam pessoas, animais, plantas, a natureza, o
planeta, etc., - inclusive propósitos pessoais alinhados à Luz e Amor Universais - levando equilíbrio a toda existência.
A Energia Vital Universal REIKI age sem limitação de Tempo-Espaço, age na causa que pode ser física, emocional, mental, ou espiritual. Pode ter acontecido a uma hora atras, na infância, no útero materno, na sua vida passada ou na centésima vida passada, não há barreiras para o REIKI, pois é energia Vital Universal completa, equilibrada, não polarizada, é a vida universal perfeita.
REIKI é acessível a qualquer pessoa, sem rituais, dogmas ou conceitos filosóficos, não dependendo de qualquer tipo de crença ou concepção religiosa para promover o equilíbrio físico, emocional, mental e espiritual. A pesquisa da medicina holística nos informa que quando os quatro corpos não estão sintonizados uns com os outros, experienciamos graus variados de doença física, emocional ou mental, ou insatisfação com a vida. Quando eles estão afinados, a vida fica mágica.
Através da Iniciação Sagrada, quando recebemos o realinhamento com a Energia-Luz Primordial, nosso quociente de Luz é aumentado substancialmente, nossos centros energéticos (Chakras) são ativados. A partir deste momento inicia-se um processo de 21 dias de purificação, quando estaremos eliminando todas as impurezas existentes nos quatro corpos. É um processo maravilhoso de auto-cura, autoconhecimento e renascimento para uma vida mais plena, consciente e realizadora.

Desenvolva sua Tecnologia Interior!
Faça Parte da Rede Mundial de Canalizadores da Luz Universal!
Sintonize-se!
Você pode aprender técnicas do Reiki em cursos e iniciações. Na Escola Tradicional de Reiki Mikao Usui em São Paulo, há quatro estágios ou níveis no aprendizado do Reiki:

Nível 1
Você será desperto. Conhecerá as suas infinitas possibilidades, potencialidades e terá uma nova consciência de si mesmo. Neste Nível 1 começamos a controlar nossa própria vida, nos libertando da dor e dos processos de doenças. Na Iniciação Sagrada
você receberá um Yantra (símbolo sagrado) e um Mantra (som ou palavra sagrada) e aprenderá como utilizá-los na transmissão do Reiki, acelerando resultados. Através do toque, em nós mesmos ou nos outros, vamos facilitar o processo de cura ou autocura nas doenças físicas. Lembrando que o Reiki age sozinho sem necessidade de
direcionar a mente, de qualquer ritual, acreditar ou desejar a cura.

Nível 2
Você receberá três Mantras Sagrados, (sons ou palavras sagradas) e três Yantras Sagrados ( símbolos sagrados) que ampliarão sua capacidade de ação, pois estes símbolos lhe permitirão romper a cadeia Espaço-Tempo e atingir os processos mentais (inconsciente, Karma, etc...), momento em que a energia fluirá imediatamente em níveis mais elevados. Você também trabalhará a cura a distância, no assado ou no futuro, rompendo as barreiras e o conceito pesado do "Karma".

Nível 3
Você se integrando e trabalhando o Todo. As nossas ações e a nossa participação no desejo de centralização, mudança e melhoria do Universo. Você receberá mais dois Mantras e mais dois Yantras que ampliarão a ação dos símbolos recebidos no Nível 2, assim sendo, você poderá trabalhar grande número de pessoas, tais como multidões, cidades, estados, países e o planeta.
Neste nível você receberá também o Alinhamento de Cura. Este nível também é conhecido como "Mestre de Si mesmo".

Nível 4
Neste nível nos tornamos Mestre Professor com a responsabilidade de levar este Conhecimento e Tecnologia Reiki a todas as pessoas. A partir deste nível todos nós retornaremos a honrar a nossa natureza divina, promovendo assim a ascensão planetária.

Por Mário Diniz
Artista plástico & digital designer- Independent Reiki Master Teacher nos Sistemas Usui e Tibetano de Cura Natural- Registrado na Sociedade de Reiki Mikao Usui sob n. 400.010.001- Mestre Karuna Reiki- Registrado no The International Center for Reiki Training Michigan - USA Sob n. BRM-01-88-


O reiki chegou ao Japão a partir da experiência e da dedicação do Dr. Mikao Usui., professor de teologia cristã na Universidade de Dashina, no século XIX.
Um estudante tê-lo-á questionado sobre o método de cura de Jesus Cristo. Não sabendo responder, o Dr. Usui "chegou à conclusão de que havia aceite os princípios do Cristianismo sem os ter analisado." Abandonou o seu emprego e decidiu viajar com o objectivo de achar a resposta para a questão. Durante o tempo em que viajou, estudou nos EUA, doutorando-se em Teologia, voltando depois posteriormente ao japão, sem ter encontrado as respostas que procurava.
No seu país natal, estudou sânscrito e começou a ler as escrituras do Budismo japonês.
"Diz-se que, enquanto estudava num mosteiro budista, o Dr. Usui encontrou um manuscrito de que constava uma fórmula de cura representada através de símbolos. acreditou que esses símbolos podiam conter a revelação do modo como líderes espirituais [...] curavam. Como ninguém no mosteiro lhe sabia explicar os símbolos, decidiu ir para um mosteiro sagrado meditar e ver se podia chegar a uma resposta por si mesmo. no 21º dia, o seu cérebro ter-se-á expandido de tal forma que não só conseguiu revelar o significado dos símbolos como também aperceber-se duma capacidade para também ele curar."
Foi o Dr. Usui que apelidou este sistema de cura de Reiki.

Os conhecimentos foram progressivamente sendo ensinados a outros mestres, expandindo o Reiki do Japão para a Califórnia e Canadá e daí para o resto do mundo.

Atualmente, outras histórias se contam sobre a origem do reiki, embora mantendo o mesmo actor principal. Assim, pesquisas realizadas nos locais que aparentemente o Dr. Usui frequentou (nomeadamente as duas universidades), não revelaram a sua presença.
Assim, uma nova versão tem sido progressivamente contada, revelando-se a primeira aquela que na altura, da expansão no ocidente do sistema de cura Reiki, tornou a sua aceitação mais fácil na população ocidental.
Crê-se, agora, que Mikao Usui era na verdade um monge budista, da escola de Tendai (Vajarayana japonês), muito ligada a símbolos, e que nunca terá sido cristão. Os seus estudos concentravam realmente na investigação da descoberta do sistema de cura de grandes líderes espirituais como Buda ou Cristo. Ele acreditava ser possível curar com as mãos, mas não sabia como realizá-lo.
O Dr. Usui terá então pesquisado os sistemas de cura da medicina tradicional chinesa, os sutras budistas, etc., conseguindo alicerçar um sistema de cura pelas mãos. Não obstante, ele tinha consciência de que lhe faltava algo. Decidiu então subir ao Monte Kurama-Yama (que pode ser visitado), meditando e jejuando durante 21 dias. Terá sido nesse momento que, segundo ele próprio afirmava nos seus cursos, terá sentido" a energia Reiki descer sobre a sua cabeça", aprendendo a trabalhar com os símbolos que previamente tinha encontrado nas suas buscas.
Usui terá aberto uma clínica na qual se dedicava ao tratamento e ao ensino da prática do Reiki, criando o seu sistema de ensino, que na realidade parecia ser mais simples do que aquele promovido posteriormente pela sua seguidora Hawayo Takata. Insitui também um pagamento pelo tratamento/inicação recebido, por se ter apercebido que as pessoas davam mais valor à dádiva do Reiki se tivessem de dar algo em troca por ela, ao invés de desconfiar daquilo que lhes era oferecido.
Foi Hawayo Takata que trouxe o reiki para o ocidente, via EUA, nos anos 40 do século passado.

Hoje ele encontra-se difundido nos cinco continentes, tendo nalguns casos sido adoptado no sistema nacional de saúde promovido pelos goversnos. O UK NHS (National Health Care do Reino Unido) inclui o Reiki no CAM (Complementary Alternative Medicine - programa de acompanhamento de pacientes internados ou em tratamento nos hospitais britânicos).

08 dezembro 2007

•Livro Raríssimo.

A Ciência Sagrada
Sri Yukteswar Giri


Texto raro. Citado no livro "Autobiografia de um Yogue" de Yogananda,

e mantido secreto por muitas décadas.


Você pode ler o livro aqui mesmo no blog, ou pode ler no site "scribd.com" onde também pode dar o download para seu computador






O despontar dos falsos profetas.

"Não se deixe comandar pela sombra! Comande a si mesmo!"

É impressionante o incremento na atividade dos falsos profetas na atualidade. A cada dia um novo pretenso salvador de todos aparece, para se afirmar como a última salvação, o que veio resgatar, o que decidirá o destino de muitos. Esta atividade, prevista por Jesus Cristo("haverá falsos cristos e falsos profetas"), é uma prova a ser vencida com muito discernimento e união com a divina presença.
Não se deixem iludir. Só há um controlador de tudo, um coordenador do universo, e este ser é o senhor da criação, que habita em cada coração, mas que a ele precisa ser dada muita atenção, para conhecer os seus desígnios. Há os seres iluminados ao seu serviço, mas estes seres não alardeiam que são os únicos salvadores, eles não querem uma humanidade de joelhos, eles pretendem que os seres humanos se libertem das cadeias do medo e da subserviência.
Analise bem o contexto dos chamados das pessoas que se dizem Comandantes Estelares, reunindo fiéis que não podem questionar suas palavras. Reflitam sobre os apelos para largar tudo e se juntar a um grupo de pessoas que viveriam em terras distantes do litoral, pagando altas somas para ter o direito a ser um dos escolhidos. Há muito interesse escuso nestas convocações. Há muita vaidade, por vezes são problemas mentais ou emocionais dos congregadores, ou simplesmente o mais abjeto interesse material.
Quem serve à luz não se diz resgatador de ninguém, até porque são milhões de seres os que se preparam para eventuais resgates, atendendo às ordens legítimas de sábios comandantes da luz, mas estes seres não estão encarnados na Terra. Quem serve à luz, quer apenas repartir o pão do amor, da caridade, quer confortar os aflitos, apascentar os inquietos. Livrar os seres e a si mesmo do medo e da opressão dos sentimentos negativos é o papel de quem veio ao mundo em missão de paz.
A doutrina de amor de Jesus Cristo continua sendo o roteiro de humildade, caridade e simplicidade, mais seguro e eternamente novo, pois é a Vontade do Criador para os que estagiam no reino da dualidade. Não se deixem confundir por falsas doutrinas, que geram cortinas de fumaça. Você estará perdendo o tempo destinado a se conectar com sua presença divina, e de servir ao próximo, dando testemunho de boa vontade. Você estará às voltas com distorções da realidade, fantasias inventadas por mentes delirantes, em vez de se afirmar na quietude dos que trilham um caminho seguro.
Também o amado Buda é um dos verdadeiros servos do altíssimo que veio à Terra trazer uma informação confiável sobre a paz e a conquista de si mesmo, vencendo o medo e o sofrimento. É a seres assim que vocês devem seguir.
Ninguém está livre da morte física, mas, como quem desveste uma roupa suja e rota, o espírito liberto colherá no plano paralelo os frutos das boas obras cultivadas, da paz confirmada na intimidade do coração, por seguir vidas simples, sem medos infundados, confiando na vontade do Pai que o trouxe até esta experiência na Terra.
Sejam livres, não se deixem confundir por exotismos.
Quem não comanda a luz, é comandado na sombra.
Boa sorte e muito discernimento a todos.

Targon Darshan,
Um comandante igual a você.

05 dezembro 2007

Gayatri Mantra, a Luz de Deus que Nunca Falha

Luz, Paz e Poder!


OM BHUR BHUVAH SVAH
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YONAH PRACHODAYAT

O Gayatri Mantra é o mais poderoso mantra dos Vedas. É devotado à deusa Gayatri (Mãe dos Vedas) e foi criado para receber as vibrações solares que nos trazem vigor e entusiasmo. Recomenda-se que ele seja cantado pela manhã, durante ou um pouco após o nascer do sol.


"Nunca abandonem o Gayatri; vocês podem deixar ou ignorar qualquer outro mantra, mas vocês deveriam recitar o Gayatri pelo menos algumas vezes durante o dia. Ele os protegerá dos perigos onde quer que vocês estejam – viajando, trabalhando ou em casa. Os ocidentais investigaram as vibrações produzidas por este mantra e descobriram que quando ele é recitado com a pronúncia correta, como estabelecido nos Vedas, a atmosfera ao redor torna-se visivelmente iluminada. Assim, o resplendor de Brahma descerá sobre vocês, animará os seus intelectos e iluminará o seu caminho quando este mantra for entoado. Gayatri é a Mãe, a força que anima toda a vida. Portanto, dele não se descuide nunca." (SAI BABA)

Pronúncia:
OM BURBU VAA SUAA
TATSA VITUR VARENN IAMMM
BARGOOO DE-VASSIA DII-MARRIIII
DIOIO NAA PRATCHO DAIAT

Significado:
"Meditemos na glória do Absoluto, criador do Universo, portador da sabedoria e dal uz, destruidor do pecado e da ignorância. Que Êle ilumine Nossas Mentes."

Eis abaixo, o significado e a energia invocada por cada uma das vinte e quatro sílabas do Gayatri Mantra:

1. TA sucesso, triunfo
2. TSA esforço, empenho
3. VI nutrir, sustentar, obedecer
4. TUR bem-estar, bênção, evolução
5. VA união, conjugação
6. RE amor universal
7. NYAM riqueza, prosperidade
8. BHA brilho, aura, luminosidade
9. RGO abrigo, proteção, segurança
10. DE consciência, inteligência
11. VA controle, repressão
12. SYA fé, devoção, fidelidade
13. DHI capacidade, poder de retenção
14. MA prana, vida, vitalidade, espírito
15. HI disciplina, domínio sobre desejos
16. DHI penitência, austeridade
17. YO premonição, prudência, sagacidade
18. YO vigília
19. NAH a criação
20. PRA simplicidade
21. CHO coragem, ânimo
22. DA humildade
23. YA juízo, razão, sabedoria
24. T servir, compaixão

O Gayatri mantra é, junto com o OM, o mantra mais conhecido e cantado na Índia. Ele representa a essência do conhecimento védico e foi percebido e depois ensinado pelo sábio Vishwamitra. Certo dia, o rei Viswamitra estava caçando nas florestas do Himalaia e chegou nas proximidades do eremitério do sábio Vasishtha. As tropas do rei estavam cansadas e famintas. Vasishtha saldou o rei e pediu a Kamadhenu, sua vaca que podia conceder todos os desejos, que provesse alimento para o rei e suas tropas. Vishwamitra ficou impressionado com a vaca mágica e pensou que essa vaca poderia das conta de todas as necessidades dele, de suas tropas e de seu reino. Se aproximando de Vasishtha ele pediu a vaca como presente mas o sábio respondeu negativamente, dizendo que somente aqueles que eram realizados na verdade de Brahman poderiam ter a vaca. Vishwamitra ficou muito ofendido e se enfureceu, ordenando que suas tropas tomassem a vaca a força. Vasishtha então ordenou à vaca que produzisse milhares de guerreiros celestiais, que deram uma lição nas tropas de Vishwamitra, as espantando do eremitério. Percebendo o que ocorreu, Vishwamitra realizou que toda a sua opulência, armas e exércitos não valia de nada perto da realização yogue de um Brahmarishi (título concedido aos mais altos sábios realizados em Brahman, como Vasishtha). Vishwamitra resolveu ele próprio se tornar um Brahmarishi, abandonando seu reino e adentrando as florestas do Himalaia para praticar meditação profunda em Brahman. Por muitos anos ele praticou exercícios espirituais e meditação, conseguindo grande poderes yogues. Vendo o avanço de Vishwamitra, Indra, o deus celestial, se assustou e temeu que Vishwamitra pudesse o suceder no comando dos céus. Assim, enviou uma bela ninfa para distrair a meditação de Vishwamitra.
O rei se viu vítima da paixão e se enamorou da ninfa, que engravidou e deu a luz a uma linda menina. Quando se deu conta de que a luxúria havia consumido todos os anos de esforço e meditação, Vishwamitra renunciou sua esposa e filha e mais uma vez entrou em meditação profunda.
Desta feita, Vishwamitra conseguiu poderes ainda maiores e Indra, mais uma vez mandou uma ninfa, que tentou atrapalhar a meditação de Vishwamitra. Tendo sucesso em sua empreitada a ninfa se aproximou do rei, que por sua vez se lembrou da experiência passada e ficou cheio de raiva contra a ninfa por ela ter quebrado sua meditação profunda.Vishwamitra, então, transformou a ninfa numa pedra.
Foi só então que Vishwamitra percebeu que a raiva e ira haviam consumido todos os anos de sua intensa prática espiritual.Mas com perseverança inquebrantável, Vishwamitra subiu mais alto no Himalaia e entrou mais uma vez em meditação profunda.
Durante esse período, um outro rei se aproximou do sábio Vasishtha e pediu a ele para realizar um grande sacrifício do fogo para que o ajudasse a atingir o paraíso com seu corpo carnal e com sua consciência atual, o que Vasishtha recusou prontamente. Ofendido e revoltado o rei, chamado Trishunku, se aproximou de Vishwamitra.
Vishwamitra viu nesse encontro uma oportunidade de ser vingar de Vasishtha, mostrando seus poderes yogues.
Feito o sacrifício do fogo, Vishwamitra mandou o rei ao plano de Indra, com corpo e consciência terrena. Sabendo ser impossível manter o rei no plano de Indra com o corpo e consciência terrena, Vishwamitra o trouxe de volta, mas enquanto descia das alturas celestiais o rei Trishnku chorou e orou para que Vishwamitra o salvasse. Vishwamitra concedeu a salvação ao rei, criando um sistema estelar apenas para o rei. Ou seja, o seu poder era tão grande que ele criou umcéu/paraíso apenas para o rei.Mas ao fazer isso, Vishwamitra percebeu que todo o esforço de sua meditação e exercícios espirituais intensos foram em vão. Mais uma vez ele se viu decepcionado e vez o voto de não sair mais de sua meditação profunda.
Quando Vishwamitra se deu por satisfeito com sua prática, Brahma em pessoa apareceu ante ele e disse que estava muito satisfeito com a intensidade da prática de Vishwamitra, concedendo-lhe o título de Maharishi (Grande Sábio). Entretanto, Brahma lhe avisou que para se tornar um Brahmarishi ele deveria ser abençoado pelo Sábio Vasishtha. Ao dizer isso, Brahma desapareceu.Mesmo atingido o estado de Maharishi, Vishwamitra se frustrou ao pensar que depois de tudo ainda teria que recorrer ao sábio Vasishtha para ser abençoado.
Com ciúme da posição de Vasishtha ele pensou que se o matasse ele não precisaria das bênçãos para se tornar um brahmarishi. Espreitando a casa de Vasishtha ele pegou uma grande pedra para atirar na cabeça de Vasishtha.
Mas quando estava próximo ele escutou a esposa de Vasishtha, Arundhati, dizendo que já que Vishwamitra havia se tornado um grande homem, ele deveri abençoá-lo e assim elevá-lo ao estado de Brahmarishi. Vasishtha concordou e disse que assim que Vishwamitra o procurasse ele concederia sua benção.
Ao ouvir isso, Vishwamitra se sentiu profundamente envergonhado, lançou a pedra longe e correu para se curvar diante do grande sábio.
Assim, Vasishtha disse a Vishwamitra: "Você mostrou ao mundo que o espírito humano é invencível e não aceita derrota. Você conquistou a luxúria, os desejos, o apego e arrogância, um por um, através de suas intensas práticas espirituais e meditação. A última barreira era o ciúme. Agora você o conquistou também. Salve Brahmarishi Vishwamitra! "
Assim que Vasishtha tocou o ponto entre as sobrancelhas de Vishwamitra, seu chakra frontal se expandiu e ele viu os sete ritmos pelos quais o Cosmo foi criado.
Nesse exato momento, o Gayatri Mantra junto com os sete Vyahritis (lit. ritmos, mas são os sete planos de manifestação consciencial) foi revelado a ele.
Vishwamitra tem como tradução possível "amigo (mitra) do Universo
(vishwa)".
Gayatri é um dos aspectos da deusa Saraswati, esposa de Brahma e que representa o seu poder criativo ou shakti. Saraswati é mitologicamente representada como a protetora e inspiradora das artes, música, literatura e ciência. No entanto, esotericamente ela representa o potencial de expressão da mente humana.

A palavra Gayatri é composta de duas palavras:
Gaya= Florescer, abundar, energizar (vitalizar), energia vital.
Trâyate =o que protege; o que concede a liberação.

Vamos estudar esse mantra, que junto com o OM é o mais importante das tradições hinduístas.

A estrutura do mantra é de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas.Cada sílaba estimula os impulsos de criação dentro do Ser.
Assim, por mais que numa análise superficial o entendimento do mantra
fique de certa forma bem claro, é importante dizer que a tradução pura e simples do mantra abrange apenas a superfície de sua real significância.
Que fique bem claro que o mantra não se trata apenas de uma oração ou um pedido solene.
Essa métrica de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas, é específica do Gayatri e por isso outros mantras que contém essa estrutura são chamados de gayatri também. Temos o gayatri do Ganesha, ou da Lakshmi, por exemplo.

O mantra aparece no Rig Veda da seguinte maneira:

TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT


Notem que não há a adição dos Vyahritis (Bhuh, Bhuvah, Swaha[svah]) , pois a métrica do Gayatri deve respeitar as 24 sílabas no total.
Mais adiante falaremos sobre os Vyahritis.

Voltemos à métrica do Gayatri:
Como já foi dito, cada sílaba gera impulsos de criação em todo o Ser.
Vamos as 24 sílabas e seu significado esotérico:

1)Tat: Sabedoria Profunda (Brahma Jñana)
2)Sa: Bom uso da energia
3)Vi: Bom uso da riqueza
4)Tu: Coragem durante períodos ruins / acidentes
5)Va:A grandiosidade do convívio amigável com as mulheres
6)Re:A grandiosidade da esposa, que concede toda a fortuna à família
7)Nyam: Adoração e respeito à Natureza
8)Bhar: Controle Mental constante e firme
9)Go: Cooperação e Paciência
10)De: Todos os sentidos sob controle
11)Va: Vida Pura
12)Sya: Unidade do homem com Deus
13)Dhee: Sucesso em todas as esferas
14)Ma: Justiça Divina e Disciplina
15)Hi: Conhecimento
16)Dhi: Vida e morte
17)Yo: Seguir o caminho da retidão
18)Yo: Manutenção da Vida
19)Nah: Cautela e Segurança
20)Pra: Conhecimento das coisas que estão por vir e Doação para o bem
21)Cho: Leitura das escrituras sagradas e Associação com os sábios
22)Da: Auto Realização e Bem Aventurança
23)Ya: Boa Progênie
24)At: Disciplinas da vida e cooperação

Assim, volto a afirmar que o mantra não é uma simples oração ou ode a uma deidade específica, mas sim todo um conjunto de conhecimentos profundos e sutis.

Não é a toa que o gayatri mantra é considerado a essência dos vedas.

Mas para não ser muito analítico e para dar uma utilidade mais prática ao mantra, vou me ater a explicar o mantra em suas três linhas com oito sílabas cada. Mas nem por isso o estudo será superficial, como poderão comprovar.

De maneira geral, o Gayatri Mantra é cantado ou pensado da seguinte maneira:

OM
BHUR BHUVAH SVAH
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT


Vamos a uma tradução aproximada:

OM: de forma simplista podemos dizer que ele é o som primordial, a fonte de toda a criação. Um dos outros nomes pelo qual é conhecido é PRANAVA ou "substrato da vida, princípio vital". O OM é a base de onde toda a criação tem existência. Ele é o substrato de todo o Conhecimento, é o "pano de fundo" onde o potencial criativo se manifesta. Não podemos aprofundar o assunto aqui, mas o OM é produto da Shakti, ou Poder Criativo da Consciência [Brahman]. Somente a explicação desse mantra daria um livro, mas para o nosso
estudo a definição acima basta.

BHUR BHUVAH SVAH: são 3 das 7 Vyahritis (lit. "palavras, dizeres") percebidas pelo sábio Vishwamitra. Representam 3 dos 7 planos de manifestação da Consciência.

As vyahritis mais o OM são usadas como uma introdução ao mantra.

BHUR é tradicionalmente associada ao plano físico. Esotericamente é a "espiritosfera" (neologia usada para descrever a amplitude da "atmosfera espiritual" pertinente ao planeta, corpo celeste ou parte/ambiente sideral) do planeta Terra.

BHUVAH é lit. "atmosfera". Esotericamente é a espiritosfera imediatamente superior à nossa. Segundo a tradição seria o espaço entre o Sol e a Terra e entre a Terra e os outros planetas. Para o pensamento hindu, todos os planetas são habitados e ao mesmo tempo
são consciências distintas, sendo Júpiter o mais avançado (espiritualmente) de todos (em nosso sistema solar). Lê-se "buvarrá". Em alguns casos, onde o `h' final não é pronunciado, é "buvá".

SVAH: é o Paraíso, o plano mais alto em nosso sistema. Esotericamente é associado ao Sol, que segundo os sábios é o "limite da onisciência" (Ishwara) de nosso sistema. É ele o portador de todos os referenciais de conhecimento que possuímos. Para um aprofundamento recomendo ler com atenção o Yoga Sutras de Patanjali. Infelizmente não poderemos aprofundar esse tema aqui, pois ele é extenso e tem correlação com a manifestação consciencial desde Brahman até o mundo físico.Lê-se "suvarrá". Em alguns casos pode ser lido como "isvárra".

As vyahrits são interpretadas de várias maneiras, dependendo do ponto de vista filosófico.

Elas também podem ser interpretadas da seguinte maneira:
Bhur: Rig Veda
Bhuva: Sama Veda
Svah: Yajur Veda

Ou ainda como sendo relacionados aos cinco pranas que fluem no corpo humano:
Bhur: Prana (região peitoral)
Bhuva: Apana (região sacra)
Svah: Vyana (permeando o corpo todo)

Essa abordagem é bem fundamentada nas disciplinas Tântricas do Hatha-Yoga e do Kriya Yoga.
É outra abordagem que requer uma explicação mais detalhada, mas infelizmente não é possível nesse momento, visto que todo o conhecimento de bioenergia fundamentada no Kundalini Yoga, Laya Yoga, enfim, no Tantra teria que ser explicado.

As outras 4 Vyahrits são: Mahaha, Janah, Tapah, Satyam.

TAT: Lit. Aquele, aquela (aqui refere-se à Savitri). Lê-se "Tat" (com t mudo).

SAVITUR: De Savitri, o esplendor do Sol, o brilho solar, os raios solares, a força solar. Em muitos casos Savitri é associado ao deus do Sol (Surya). Ela seria a shakti (poder) de Surya.
De forma esotérica representa o Criador, Sustentador, o todo penetrante.

VARENYAM: Desejável, excelente, o melhor entre

BHARGO: efulgência, esplendor, luminosidade (que destrói os pecados), brilho, glória.

DEVASYA: Divino, relativo à divindade. Lê-se "devássia".

DHEEMAH: Meditar sobre; relativo à meditação. Lê-se "dimarri".

DHIYO: pensamentos elevados ou nobres, intuição profunda, iluminar
(revelar a Realidade Última). Lê-se com o i duplo, "diio".

YO: o que, o qual.

NAH: nosso, de nós, unir, junto, nó. Lê-se "narrá", com o "á" curto, como em água.

PRACHODAYAT: de prach (pedir, demandar) + codate[chodayate] (animar,
inspirar, colocar em movimento), portanto a tradução seria algo como
possa inspirar, possa animar. Lê-se "prachodaiáte" .

Uma tradução aproximada do mantra seria

"Eu Saúdo aquele Ser, possuidor da efulgência divina e que é a causa e sustentação de todos os planos da existência.Que minha mente esteja sempre fixa e absorvida Nele e que Ele possa iluminar, purificar e inspirar meu intelecto."

O Mantra está todo relacionado ao aspecto iluminador e todo abrangente de Brahman.Em verdade, o mantra nos mostra a natureza essencial de toda a existência.

Gayatri é uma das formas da Shakti de Brahma, de Vishnu e Shiva.Ela representa a base, o substrato de toda a existência. Ela é a "expansão" do OM ou a energia que o movimenta.

Num estudo mais aprofundado o mantra se revela como sendo a representação do Sol Espiritual ou a Luz da Consciência.Sem essa Luz, o próprio Brahma (criador na trindade hindu) perderia seu sentido de ser. Sem essa Luz não haveria o que ser sustentado ou preservado.
Ela seria a ponte ou a ligação inquebrantável de Brahman com tudo. Seria a Presença invisível e subjacente a tudo.

O Mantra foi ensinado ao avatar Rama por Vishwamitra durante a batalha contra o demônio Ravana, onde todas as possibilidades de vitória de Rama diminuíram consideravelmente.Com o uso do mantra Rama teve o controle de todas as armas divinas e assim conseguiu derrotar o demônio.

Assim, o mantra tem sua aplicação no sentido de manifestação, de realizar o potencial de "vir a ser".É energia pura.

Segundo os Vedas,
"O Gayatri protege quem o recita".
Ele deve ser cantado todos os dias, de preferência de Manhã, de Tarde e de Noite.
Ele pode ser dividido em três partes para maior entendimento.
A primeira parte é de louvor, a segunda de meditação e a terceira de
prece.Primeiro saudamos a Realidade Suprema, depois fixamos a mente e
coração Nela e por último apelamos para a purificação e iluminação.


O mantra é também atribuído às deusas Gayatri, Savitri e Saraswati, onde Saraswati representa a perfeita expressão, a harmonia e unidade;
Gayatri governa os sentidos e Savitri governa as energias vitais.

Há muito mais para se falar sobre esse mantra. Daria um livro se
fossemos comentar todos os ensinamentos contidos nele. Afinal, ele é
a essência dos Vedas.

Muita Paz e Muita Luz a todos,
Enki.(Luiz Fernando Mingrone)

http://www.yogashala.org.br



04 dezembro 2007

As Aventuras de um espião psíquico.- Parte 1

Um ex-militar da Inteligência, o visualizador remoto David Morehouse compartilha suas visões de dentro da realidade multi-dimensional e revela detalhes perturbadores da queda do vôo 800 da TWA.

N
ão apenas um whistleblower (agente que denuncia as tramas da agência para a qual trabalha) comum, David Morehouse, autor de of Psychic Warrior: Inside the CIA's Stargate Program (Guerreiro Psíquico: Por Dentro do Programa Portão Estelar da CIA), é um profissional realizado, com uma folha de distintos serviços prestados. Um altamente condecorado e respeitado oficial de terceira geração do Exército, Morehouse possui um grau de M.A. em arte e ciência militar, como também um Ph.D. da Universidade LaSalle.
Comissionado como um segundo-tenente da infantaria, ele veio da escola para oficiais do Panamá, onde ele era um líder de pelotão e atingiu a patente de major. Após passar algum tempo nos Rangers, ele os deixou em 1987 para uma série de altamente classificados programas especiais de acesso (special access programs, SAPs) no Comando de Apoio da Inteligência do Exército dos EUA (US Army Intelligence Support Command, INSCOM).
Quando estava na Jordânia, em uma operação de treinamento de rotina, Morehouse foi acidentalmente atingido na cabeça, ou mais especificamente, no capacete. Suas habilidades extra-sensoriais foram abertas, e isto pareceu precipitar episódios recorrentes que poderiam ser chamados "psíquicos". Ele então tornou-se o principal candidato a ser introduzido à super-secreta Operação Stargate (Portão Estelar), um programa conjunto DIA/CIA no Forte Meade, o qual utilizava a "visão remota" como uma operação de "inteligência".
Durante a sua carreira militar, Morehouse ganhou numerosas medalhas e comendas por serviços meritórios, como também asas de pára-quedista (condecorações) de seis países estrangeiros. Depois que ele deixou o programa de visão remota em 1991, ele foi designado como oficial executivo de batalhão do Segundo Batalhão do 5065º. Regimento de Infantaria Pára-quedista da 82ª. Divisão Aerotransportada.
Logo depois, Morehouse decidiu expor a operação Stargate e sua tecnologia, com a esperança de que o seu potencial benéfico e uso pacífico pudessem ser levados ao público. Contudo, ele logo percebeu que sair de uma operação secreta não era tão fácil quanto entrar. De fato, sair vivo dela tornou-se seu último exercício de sobrevivência.
O que aconteceu? A fim de desacreditá-lo, e ao seu escrito, o Exército tentou levá-lo à Corte Marcial com manobras fraudulentas. Em dezembro de 1994, Morehouse renunciou a seu comissionamento.

A VIDA DE UM WHISTLEBLOWER

Então, o que acontece aos whistleblowers, no governo dos EUA?
No caso de David Morehouse, falsas acusações foram lançadas contra ele. Os pneus de seu carro foram "furados" para estourar, cortado para causar um acidente na rodovia. Ele e a sua família foram hostilizados por telefonemas anônimos, suas conversações telefônicas foram gravadas. Sua casa teve vazamento de gás e quase explodiu; sua filha quase morreu com a fumaça. A história da vida de Morehouse tomou um rumo estranho, que ele descreve em suas próprias palavras:
"Quando eu estava no hospital, recebi uma chamada telefônica de uma médica agradecendo-me por ter entrado em sua vida. Ela disse que por minha causa, ela fora forçada a deixar o serviço no governo, mas que estava feliz por tê-lo feito. Era uma médica com 18 anos de serviço.
"Eles lhe ordenaram que me diagnosticasse como paranóico esquizofrênico com delírio de perseguição. Ela recusou-se a fazê-lo. ‘Então diagnostique-o como um malingerer (alguém que finge estar doente para não cumprir o seu dever)’, eles disseram. Ela recusou. Ela era uma psiquiatra tenaz, chefe do hospital.
"Ela estava lá no dia em que eles me ataram com correias em uma maca e me colocaram em um avião, que levou-me seis horas distante de minha família, direto ao Forte Bragg, onde fui colocado em uma instituição para viciados em álcool. Então tive que freqüentar turmas de viciados em álcool, embora eu não fosse um deles, e tive que tomar um copo de medicamentos duas vezes por dia, para manter-me quieto e mudo.
"Eles finalmente me tiraram de meu grupo de apoio. Tinham me levado para longe de minha família, porque agora, ao invés de minha esposa dirigir apenas 15 minutos para vir ao hospital, eu estava em Forte Bragg, na Carolina do Norte. Eles me vestiram, drogaram-me e levaram-me para uma audiência na Corte, acusado de infringir o artigo 805, e onde mal consegui ficar de pé. Eu nem podia ouvir nada. Era como ficar de pé em um tanque de água vazio, e ficar ouvindo as pessoas conversando. E eles fizeram-me sofrer tudo aquilo. O golpe de misericórdia final veio quando eles me exoneraram, e me pediram para escrever o Manual de Compreensão Familiar".
Então, uma campanha orquestrada para desacreditar Morehouse foi iniciada, com cartas anônimas sendo enviadas ao público leitor e à companhia produtora que comprou os direitos de seu livro, Psychic Warrior.

CIA – AÇÕES HOSTIS E DESINFORMAÇÃO

Depois de sua decisão de vir a público, David Morehouse foi submetido a muita hostilidade e a uma campanha de difamação pela CIA. Ele diz que um dos principais responsáveis por esta campanha era um homem de nome John Alexander, objeto de uma entusiasmada reportagem na revista Wired, em 1995.
"Dependendo de com quem você converse, John Alexander tornou-se, muito cedo em sua carreira, um oficial das Forças Especiais no Vietnã", diz Morehouse. "Ele comandou um batalhão de montanheses vietnamitas (Montagnard battalion), o que significa essencialmente que ele era o seu conselheiro. Algum outro poderia dizer que ele era um membro do Projeto Fênix no Vietnã [o notório programa de assassínio da CIA].
"Quando veio embora, ele trabalhou com a comunidade de inteligência, a qual nunca deixou. Assim, este é um cara que parece ter saído das páginas de ficção científica, o qual veio para a inteligência, e nunca a deixou. Você tem um cara que tem estado ligado à Companhia [a CIA] por um tempo enorme.
"Eu o encontrei através de Ed Dames, que era seu amigo. John Alexander costumava encontrar-se com Ed Dames em Santa Fé, Novo México. Ed Dames estava convencido que havia alienígenas em subterrâneos no Novo México. E então começou um desperdício de dinheiro público – compra de passagens de avião para Albuquerque, sempre que ele quisesse.
"Ed Dames fazia parte da Torn Image, e iria voar para lá. Ele se encontraria com John Alexander, o qual iria passar-lhe uma fotografia, e tentaria fazer uma experiência de visão remota.
"Com a exceção de Jim Schnabel e Ed Dames, John Alexander não tinha amigos na comunidade de visualizadores remotos. Muitos achavam que ele era um crápula, exceto por gente como Russell Targ e Hal Puthoff, que ainda recebiam cheques de pagamento do governo. Ambos eram físicos de laser, que primeiro aceitaram dinheiro da Agência Central de Inteligência (CIA) para os projetos de visão remota.
"Três caras invocaram a Lei de Liberdade de Informação (Freedom of Information Act) antes de meu livro sair: John Alexander, o ex-coronel que ainda trabalhava para a CIA, Jim Schnabel, e Joe McMoneagle. Exceto por Joe, eles passaram a me perseguir. Colocaram meu nome e meu número da Seguridade Social na Internet. Chamaram-me publicamente de criminoso, levando alegações não-fundamentadas do governo e postando-as na Internet".
- Eles já tinham feito isto com outra pessoa antes?
"Nunca", diz Morehouse.

INTELIGÊNCIA MILITAR: UM OXÍMORO

"Há resmas e resmas de documentos que mostram que este fenômeno [a VR] existe", diz Morehouse. "Muitos deles são classificados (secretos). Ed May afirma que tem todos eles. Ele é o físico que chefiava os Laboratórios de Pesquisa de Ciências Cognitivas (Cognitive Sciences Research Laboratories). Esta é uma instituição de pesquisas de visão remota e outros fenômenos paranormais, os quais estudam a mente. Ele afirma que não está na folha de pagamento do governo, mas ainda carrega uma autorização de alta segurança".
Continuando a hostilidade orquestrada pela CIA, Ed May brandiu documentos contra Morehouse, antes do início de um talkshow no qual ambos apareceriam. Ele ameaçou Morehouse de ter seu caso de corte marcial reaberto, dizendo que o levariam a uma Corte Federal e o processariam por violação da segurança.
Morehouse poderia também ter dito que, "Há pessoas lá que podem fazer isto com você".
"Este é o caso com todos aqueles caras: Jim Schnabel, John Alexander e Ed May", diz Morehouse. "Ed May trabalha para a CIA. Ele disse no show de Gordon Elliott que era o responsável pelo programa militar de treinamento de visão remota. Eu nunca vi este cara ou ouvi o seu nome enquanto estive trabalhando lá".

UMA BATALHA DE NERVOS

- Então, por que eles tornaram isto tão pessoal?
"Você tem uma terceira geração de oficiais do Exército com credibilidade, de cujos oficiais superiores se dizia estarem ‘destinados a usar estrelas’ (serem promovidos a generais), alguém que veio de um batalhão de Rangers e chegou até a comunidade de inteligência", diz Morehouse, referindo claramente a si mesmo.
- Para arruinar a sua credibilidade?
"Sim, inventando histórias contra mim e minha esposa, por exemplo", continua Morehouse. "Não há nenhum autor por aí que gaste dias, literalmente dias, postando mensagens para user groups. Schnabel fez centenas de postagens. Então John Alexander entrou na briga, e começou a fazer a mesma coisa. Eles começaram a escrever cartas anônimas para a Interscope, que comprou os direitos de filmagem do livro, e para a Saint Martin’s Press, a editora.
"E há também Paul Smith. Ele realmente falou isto a um repórter: ‘O que eu disse ao Dave foi que, se ele parasse de falar sobre a unidade, nós conseguiríamos para ele uma dispensa médica’. Paul Smith era um visualizadores remotos da unidade que ainda trabalham para a DIA".
- Então, porque eles levaram isto tão longe, para Morehouse desistir?
"Eu penso que estava enfrentando os desafios e vencendo-os", ele diz. "Nós olhamos tudo que o governo tinha. Eu não sabia que receberíamos traiçoeiramente outras acusações. Foi quando recebi uma chamada telefônica à noite, de um coronel-brigadeiro amigo meu, que disse, ‘Você ainda tem amigos. Estamos mantendo a porta aberta, mas não podemos mantê-la aberta para sempre. Isto é maior do que nós. É melhor você desistir disso’.
"Este foi o primeiro indício que eu tive sobre o esquema deles. Nenhum dos investigadores estava a meu favor. Toda a Divisão de Investigações Criminais veio atrás de mim. Eles investigaram cada fragmento do meu passado. Entrevistaram cada pessoa que eles achavam ter me conhecido. Por que? Porque eu estava me preparando para contar uma história sobre uma organização governamental super-secreta".

TENDO UMA VISÃO REMOTA DO ARCO DA ALIANÇA

Psychic Warrior detalha muitos dos encontros de Morehouse com eventos lendários e históricos. Por exemplo, quando ele descreve a visão remota do Arco da Aliança, ele chama a relíquia em si mesma de "abertura dimensional".
"Quando voltei, expliquei o que havia visto para o diretor do programa", diz Morehouse. "Ele me falou sobre o cenário teológico por trás do Arco da Aliança. O meu amigo Mel me disse que ele era uma parte do Templo, e havia sido trazido através do deserto que havia sido atravessado pelos Israelitas. Eles colocaram o Arco da Aliança no santuário interior do Santo dos Santos. Aqueles que entravam no interior do santuário, os altos sacerdotes, realmente eram amarrados pelos tornozelos, de modo que pudessem ser puxados de volta.
"A conclusão da comunidade de visualizadores remotos foi que ele era, de fato, um condutor ou propagador (convector) de alguma espécie. Era alguma coisa que canalizava energia para formar uma espécie de portal ou abertura para um mundo de quatro dimensões, que é onde o Criador mora. O alto sacerdote era levado através do portal para dentro do mundo da quarta dimensão".

MAIOR DO QUE A VIDA EM SI
- E que tal passear livremente na quarta dimensão?
"Esta era uma pesquisa aberta, onde lhe era dito para ir onde o sinal o levasse. Seria análogo a permanecer de pé em uma plataforma na Penn Station em Manhattan, e saltar em qualquer trem que venha estrondeando, e ir para onde ele for. Você não sabe para onde está indo, ou onde vai parar. Algumas vezes é muito apavorante; algumas é instrutivo; algumas vezes é só divertido".
- Morehouse viu algumas coisa de significativo?
"Só a percepção de que não estamos sós", ele diz. "Eu nunca vi Deus, Cristo ou Buda. Mas posso dizer-lhe que há outros mundos, outras civilizações e planetas. Estão lá, em outras dimensões. E não apenas em nossa dimensão física, em nosso universo físico. Há outros portais que levam a outros universos, e há universos sobre universos. E é ilimitado, infinito. É de dar vertigens!".
- Há um engano comum, de que a visão remota tem vínculos com a projeção ou viagem astral.
"Estivemos tentando desenvolver a visão remota fora-do-corpo (OBE-RV, out-of-body remote viewing)", diz Morehouse. "O que encontramos foi que perdemos a habilidade de fazer a separação ocorrer à vontade, e controlar o corpo separado.
"A visão remota não é baseada na obra de Robert Monroe. Ela se baseou em um protocolo muito disciplinado desenvolvido no SRI, em parte sob a direção de Ingo Swann, Pat Price e Uri Geller. Uri Geller esteve fortemente envolvido no desenvolvimento destes protocolos no SRI. Ele nunca adquiriu realmente crédito por isto. Ele era provavelmente o melhor que eles tinham lá, em minha opinião".
- Se este dom vem de Deus, então quem está tentando controlá-lo e usá-lo para propósitos negativos, ou seja, o seu abuso pelas agências militares e de inteligência?
"Eu remoía esta questão todo dia", diz Morehouse. "Eu não sei se o complexo industrial-militar está fazendo isto sem um propósito definido – se eles tropeçando como um cão sem rumo numa loja chinesa – ou se eles o faziam por um motivo oculto, que os fazia desejar esta habilidade para manipular a humanidade.
"A única evidência que tenho é que sei que há algum enigma lá fora. Sei que há alguma coisa maior do que a vida em si, que a domina e controla. Assim, se eu encontrar as respostas, irei falar sobre elas, porque esta é a minha vocação...".

ENCONTROS COM SERES DE LUZ

- Morehouse encontrou o que se poderia chamar de "seres de luz"?
"Eu tive minhas experiências com o que chamo meu ‘anjo’. Também tive experiências com seres de outros mundos, que tinham consciência de Cristo. Eu nunca vi Jesus Cristo ou Buda. Eles eram muito benevolentes, amorosos, iluminados, indivíduos radiantes. Enquanto permanece em sua presença, você não sente nada além de bondade e cordialidade. Eles reconhecem ou admitem sua presença, mas eles nunca interagem com você. Eles nunca guiam ou dirigem você.
"O monitor diria: "Aproxime-se deles; tente conversar com eles; faça-lhes perguntas; pergunte-lhes quem são’. Eles só sorriam polidamente e iam embora. Eles nos admitiam como intrusos, ainda que inofensivos.
"Este anjo zelava por meu pai, e foi meu pai quem disse para a minha esposa, ‘Dei a David o meu anjo’. Meu pai nunca havia falado comigo sobre isto antes".

DEMÔNIOS DA QUARTA DIMENSÃO

Houve ocasiões em que Morehouse sentiu-se ameaçado, ou pensou que ia morrer?
"Sinto que houve várias ocasiões nas quais encontrei o que chamo de seres inferiores, ou demônios", respondeu Morehouse. "Eles são pessoas que se parecem conosco. São muito amigáveis, e sorriem sempre. Eles querem entrar em uma conversa com você, mas no instante em que você percebe o que eles são, eles o atacam. Em um incidente descrito em meu livro, fui segurado de cabeça para baixo pelos meus tornozelos, e eu pensei que eles iriam me matar. Eles me agarraram e puxaram de volta no círculo. Eu estava gritando a plenos pulmões.
"A próxima coisa de que me lembro, foi que o monitor que me observava estava me chamando de volta, trazendo-me de volta para o físico, mas eu temia pela minha vida. Acho que houve um perigo real neste ataque no nível da quarta dimensão. Eles sabem o que apavora você, e eles amplificam os seus medos. Acho que há elementos do lado escuro que existem com o propósito expresso de tentar habitar o físico. Eles querem se apossar do corpo físico, tomando conta de você por algum tempo".

O MEIO NÃO É A MENSAGEM

- E que tal a canalização? Ela significa que entidades podem se apossar dos corpos físicos?
"Qualquer canalizador – por exemplo, J. Z. Knight, lhe dirá que Ramtha se apossa de seu corpo físico", diz Morehouse. "Por outro lado, se você é um médium, tem a habilidade de ouvir além do limiar e traduzir a mensagem.
"Com relação à canalização e às cartas tarot, a atitude na CIA parecia ser, ‘Observe o que eles estão fazendo!’. Quem sou eu para dizer que isto não tem mérito?".
De fato, Morehouse diz que "o cientista-chefe da CIA, o dr. Jack Verona, um físico, costumava vir duas vezes por mês para fazer leituras pessoais". Pense só: ele podia ter economizado todo aquele dinheiro de impostos se ele tivesse chamado a Linha Direta Psíquica! (Psychic Hotline).

VISÃO REMOTA DOS CRIMES DA GUERRA DO GOLFO

Um dos mais dramáticos e chocantes episódios de Psychic Warrior é uma ‘missão’ de visão remota que Morehouse fez perto do fim da Guerra do Golfo Pérsico. Na época, três visualizadores remotos independente, incluindo Morehouse, foram ‘enviados’ ao Golfo.
Morehouse recebeu uma ordem para mover-se para uma elevação de cerca de 1700 metros de altura, 32 km ao norte de onde ele tinha ‘aterissado’. Cerca de uma hora mais tarde, em meio à intensa fumaça e fogo próximo aos poços de petróleo, Morehouse localizou "um pequeno objeto prateado na areia", e observou, "... acho que vejo alguma coisa pouco comum – um pequeno filtro de máscara de gás; parece-se com aço inoxidável".
Morehouse escreve: "De repente, tudo ficou claro para mim. A DIA queria ter certeza de que um agente químico ou biológico tinha sido lançado nas tropas do EUA, mas eles não queriam que alguém mais soubesse... Uma vez que o uso destas armas não-convencionais fosse confirmado, a DIA podia começar o seu acobertamento, de modo que o povo americano nunca descobrisse isto".
O historiador Antony Sutton, autor de America's Secret Establishment (O Estabelecimento Secreto da América) e The Best Enemy Money Can Buy (O Melhor Inimigo Que o Dinheiro Pode Comprar), escreveu em sua revista mensal, Phoenix Letter: "... alguém precisa ler estas páginas [do livro de Morehouse] cuidadosamente. Parece que a DIA sabia onde os filtros seriam colocados. Isto confirma o relato de que a CBW [chemical/biological warfare – guerra químico-biológica] era uma operação conjunta EUA-Iraque dirigida contra as tropas dos EUA".
Sutton também ressalta que: "... não somente o Iraque fez uso de guerra químico-biológica contra as tropas dos EUA e aliadas, mas o equipamento foi fornecido com o conhecimento, assistência e financiamento do Ocidente.
"O que o Pentágono estava encobrindo era que os agentes da CBW foram legalmente exportados para o Iraque pela administração Bush. A licença foi concedida pelo Departamento de Comércio para o Antrax e um agente desconhecido chamado Micoplasma. O Micoplasma foi fabricado na Flórida e Texas, e testado nos prisioneiros condenados à morte no Texas. Isto foi relatado para a imprensa pelo senador Donald Riegle, de Michigan, e ignorado pela CNN e outras redes (9 de fevereiro de 1994)".
Morehouse concorda. "Descobri muito cedo o quanto você não pode confiar em que as redes de mídia nos Estados Unidos digam a verdade. Eles são parte do problema, porque pertencem aos contratantes da defesa por uma razão – é que os US$900 bilhões da indústria global de defesa está controlando aqueles que podem fazer-lhes maior dano. Eles sabem que a mídia pode afundá-los, então o que eles fazem? Eles se apropriam dela".
Sutton continua sua análise para concluir: "... o escândalo e o acobertamento é devido ao fato de que o fornecimento de armas CBW para o Iraque implicava a administração Bush, tanto quanto Prescott Bush, pai de George Bush, estava implicado, através do Union Bank, na ascensão de Hitler nos anos 30".
Tal pai, tal filho. Ambos traidores.

O ACOBERTAMENTO GOVERNAMENTAL DOS CRIMES DA GUERRA DO GOLFO

Antony Sutton pergunta: "Por que o acobertamento? Morehouse acredita que o governo dos EUA não quer se responsabilizar pelas milhares de baixas militares. Nós sugerimos uma outra razão. Temos um relato de que os EUA permitiram intencionalmente a exportação destes agentes para o Iraque, e que mesmo alguns membros no governo tinham investimentos na firma que os fabricava para o Iraque.
"Lembrem que nenhum inimigo verossímil é deixado de lado pelo complexo industrial-militar, do qual o general Eisenhower nos preveniu que usariam como uma desculpa para fazer grandes gastos com a defesa. Então o quadro inteiro começa a aparecer... Então você vê porque Psychic Warrior é uma peça chave no quebra-cabeças da Tempestade no Deserto. Uma guerra artificial contra um inimigo artificial. Por que? Porque você não pode ter um orçamento de defesa, a menos que tenha um inimigo verossímil. Se não existe nenhum inimigo, você faz um".
Rodney Stich confirma estas alegações em sua monumental enciclopédia dos crimes e acobertamentos do governo dos EUA, intitulado Defrauding America (Fraudando a América). Ele escreve em grandes detalhes (um capítulo inteiro, intitulado "Bank of Lavoro and Iraqgate") abordando o escândalo no qual a Banca Nazionale del Lavoro (BNL), através da sua filial de Atlanta, foi usado para enviar mais de US$5 bilhões para o Iraque, um pouco antes da Guerra do Golfo.
Stich escreve: "... em novembro de 1989, oficiais da Casa Branca garantiram o pagamento de empréstimos ao Iraque feito por bancos, para esse comprar cereais dos EUA, sob um programa mantido pelo US Agriculture Department’s Commodity Credit Corporation (Corporação de Crédito e Mercadorias do Ministério da Agricultura dos EUA). A aprovação estipulava que os contribuintes americanos indenizariam os bancos que mandaram dinheiro para que o Iraque comprasse alimentos dos EUA, se este não quitasse os empréstimos feitos...
"Estes empréstimos deram capacidade militar para o Iraque invadir o Kuwait. Com efeito, os contribuintes americanos, através de seus líderes, tornaram possível o terrível banho de sangue da Guerra do Golfo... Um pouco do dinheiro fornecido pelos Estados Unidos foi usado para adquirir o gás venenoso que foi usado nas cidades curdas do Iraque, muito dele comprado através das Cardoen Industries no Chile, uma fachada da CIA. A Cardoen forneceu grande quantidade de material de guerra para o Iraque, sob a orientação da CIA".
Com relação aos poços de petróleo incendiados, Morehouse escreve: "... cada soldado exposto às emanações vindas das chamas deve ter inalado o bacilo, ou que aquilo fosse".
As implicações são claras. A assim chamada Síndrome da Guerra do Golfo (Gulf War syndrome - GWS) é um resultado direto desta exposição. O Departamento de Defesa (Department of Defense - DoD) sabia disto, e continua mentindo para os milhares de veteranos contaminados por esta guerra químico-biológica.
- E o que Morehouse pensa sobre isto agora?
"Penso sobre isto todo dia", ele diz, com voz vacilante. "Nós sabemos que estamos sendo manipulados para (1) podermos confirmar, mas, ao mesmo tempo, (2) não podermos fazê-lo baseados em qualquer registro a que alguém pudesse ter acesso. Eles negaram isto. Eles disseram que isto nunca aconteceu.
"Primeiro, eles disseram que havia alguma coisa assim. Então, nós explodimos o depósito químico. Daí, eles disseram que havia dois depósitos químicos. O problema, é que o povo americano continua a esquecer este tipo de traição. Eles ignoram isto, e por isto se esquecem, e assim permitem que aconteça outra vez.
"Eles ficaram lá, todos os que sabiam, e com a maior cara de pau mentiram para nós, dizendo que isto nunca aconteceu. O general Powell foi perante o Congresso e negou fervorosamente que tivesse qualquer conhecimento ou qualquer evidência disto, o que é outra vez uma "negação plausível", porque ele não estava sob juramento.
"A CIA estava mantendo registro de todas as cartas de vento pertinentes a este teatro de operações. Deixe-me dizer-lhe algo. Em 18 anos de vida militar, eu nunca passei para a CIA relatórios sobre o tempo. Então, por que a CIA está nos dizendo que elas mostravam isto ou aquilo? Somos tão estúpidos que não podemos ver que aqueles caras estavam preocupados com o que as cartas revelariam, que saltaram lá para dirigir a coisa toda? Eles estão lá dentro enganando e mentindo para todos, dia após dia".
Antony Sutton elogia abertamente Morehouse e seu livro. Ele escreveu que, "Psychic Warrior é um livro que você deveria ler. Não somente abriria os seus olhos para a nova e estranha tecnologia lá esboçada, mas o deixaria também desgostoso com o Pentágono, cujo principal interesse parece ser manter em Washington generais na luxúria e em cursos de golfe, que nem sequer podem manter seus aviões no ar. E o DoD (Departamento da Defesa) ainda tem tempo para perseguir um oficial que verdadeiramente serviu os Estados Unidos".

O ATENTADO CONTRA KING E O BODE EXPIATÓRIO

O bode expiatório James Earl Ray foi sentenciado a viver na prisão pelo assassinato do famoso líder dos direitos civis, Martin Luther King, Jr.
O advogado de Ray, William Pepper, autor de Orders to Kill (Ordens para Matar), irá apresentar novas evidências na Corte: dados de visão remota apresentados por David Morehouse, do assassínio do ícone dos anos 60.
- Então, quem matou King?
Morehouse diz: "... eram rufiões contratados, os agentes operacionais de baixo nível da CIA que fizeram isto. Eles eram das Forças Especiais dos EUA, uma equipe de franco-atiradores que veio de uma escola de assassinos. Eles eram distribuídos em áreas onde estivessem ocorrendo motins, ou onde se esperava que ocorressem. Eles tinham uma lista de alvos, uma lista seqüencial de pessoas que eram alvos a serem eliminados. Isto era uma coisa comum nos anos 60.
"Cada vez que havia um distúrbio civil, esta equipe de franco-atiradores eram posicionados e recebiam ordens cifradas que lhes diziam quem, e o que. Eles tinham uma lista permanente de pessoas visadas. Eles receberiam uma informação que diria, ‘Faça isto’, ou ‘Não faça isto’. E se o fizessem, eles tinham uma rota de fuga para sair dali; ou um ‘potted plant’ – alguém que os levaria dali com segurança.
"Os soldados convocados observaram indivíduos como Martin Luther King e outros, que provocavam motins e agitação nos campus universitários contra o governo americano – como inimigos do Estado".
- Então o que pode o promotor William Pepper fazer com o relatório de visão remota de Morehouse?
"Ele vai levá-lo para a Corte como evidência e usá-lo", diz Morehouse. "O seu argumento é que o governo dos EUA tem usado isto como um instrumento para coleta de informação por 20 anos. Irá admiti-lo como evidência, verificando a metodologia de recuperação da informação. Ele irá dizer. ‘Vejam, um visualizador remoto militar tem trazido toda esta informação utilizando tecnologia militar’. Pepper telefonou, e agradeceu por todo aquele trabalho".
Morehouse admite, contudo, que "o que ele [Pepper] está tentando fazer é lutar uma batalha perdida".

"NÃO-LETALIDADE" – O FUTURO DOS COMBATES

O novo livro de Morehouse tem o nome de Non-Lethal Weapons: War Without Death (Armas Não Letais: Guerra Sem Morte). De acordo com Morehouse, "... o armamento convencional foi projetado para matar. O novo armamento convencional híbrido é projetado para mutilar. Armamento não-letal, por esta definição, deve ser anti-material, e não anti-pessoas.
"O livro faz uma verdadeira abordagem filosófica do conceito de não-letalidade. Ele fala sobre o que as armas convencionais fizeram neste século: tiraram a vida de 170 milhões de seres humanos inocentes. Doutores, advogados, professores, donas-de-casa, crianças, nenhum deles guerreiros – 80 milhões deles foram sumariamente executados por sua recusa em participar, e que o número continua a crescer exponencialmente. Menos de 250.000 destas vidas foram eliminadas através de armas nucleares.
"Na era pós-Guerra Fria, o complexo industrial-militar tem gasto um tempo enorme no desarmamento e abolição do arsenal nuclear desativando cinco ogivas nucleares, de modo a nos congratularmos por isto, dizendo-nos que grande trabalho fizemos, enquanto que, ao mesmo tempo, gastamos US$900 bilhões extras no último ano, para construir e armazenar armas mortais destrutivas. Então este é um jogo viciado.
"A conclusão é de que estamos em uma encruzilhada, nesta nova era estratégica da história humana. Temos de tomar uma decisão. Iremos continuar a construir armas em uma escala sempre crescente? Ou iremos evoluir para uma era na qual iremos re-equipar toda a indústria de defesa para aparelhar-nos com armas que preservam a vida humana mas destróem a máquina de guerra de um inimigo beligerante, incapacitando-o para a guerra?
"Nós temos aquela tecnologia para destruir os tanques. Isto já é sabido. A natureza do homem nunca mudará, assim também a natureza da guerra. Só o modo como elas serão lutadas é que mudará. Toda a assim chamada tecnologia de ‘Guerra nas Estrelas’, a arma de pulsos eletromagnéticos, são letais, e são um armamento convencional de alta tecnologia. E isto é tudo".
Morehouse continua com a sua análise, dizendo que o livro "... toma 12 tecnologias não letais verdadeiras, e modela-as sobre cenários fictícios construídos sobre eventos mundiais reais – na Bósnia, Somália, etc".
- Então o complexo industrial-militar tem que ser chamado para prestar contas?
"Exatamente. Isto é o que deveria acontecer", diz Morehouse. "Temos de nos tornar mais informados sobre estas questões. É por isto que o livro cria esta visão. Aqui está o cenário com armas convencionais, e aqui o que acontece se introduzimos uma forma não letal de tecnologia.
"Vi isto sendo testado nos Campos de Provas de Dugway, em Utah. É chamado de ‘rajada de mortalha anti-tanque’. Alguns milisegundos antes de seu impacto, ele envia um jato de plasma a altíssima temperatura que perfura um buraco através da blindagem mais rapidamente do que o som, e derrama metal derretido para o interior do tanque, transformando tudo dentro dele em gelatina. Foi assim que os tanques do Iraque foram destruídos no deserto.
"O que esta rajada faz é que, milisegundos antes de atingir o alvo, um filme polimerizado de fio reforçado envolve o tanque, tal como um polvo envolve e incapacita a sua vítima. Este polímero cobre tudo e se contrai instantaneamente. Eles o chamam de ‘shrink-wrap round – rajada embrulha-e-contrái’. A resistência total do polímero é suficiente para arrebentar as engrenagens hidráulicas de um tanque M-60, assim que ele tenta mover sua torreta. Ele sela e tranca todas as tampas, e os seus fios impedem as comunicações".
- Mas por que eles não fizeram alarde disso?
"Porque", explica Morehouse, "o complexo industrial-militar de US$900 bilhões por ano, estes ambiciosos fomentadores de guerra que fabricam e armazenam armas para os países do Terceiro Mundo, não o querem porque é muito barato. E mais, se você começar a salvar vidas e destruir equipamentos, então você força a diplomacia a tomar o seu lugar de direito para solucionar os conflitos no novo milênio, e começa a desmanchar este mercado perpétuo de morte e destruição.
"Nós agora temos membros do Congresso que retiram dinheiro de impostos destinados ao bem-estar, para os fabricantes de armas. Assim, quando um fabricante as vende para algum tirano do Terceiro-Mundo, que não permite comprar leite em pó para as crianças esfomeadas de seu país, mas compra 12 jatos os quais não precisa, quem paga por elas? O contribuinte dos EUA. Nós agora pagamos aos fabricantes e aos negociantes de armas, e pagamos os empréstimos que os tiranos não pagam".
Morehouse acentua que este modus-operandi tem certamente funcionado em todos os conflitos militares no século 20. A Guerra do Golfo foi somente a última fraude para gerar lucros torrenciais para os fabricantes de armas e os banqueiros, como também se livrar de excesso de população, i. é, "buchas de canhão" (pessoal militar) e "bocas inúteis" (pessoas não produtivas, que vivem à custa do salário-desemprego).

VISÃO REMOTA COMO UM SERVIÇO PÚBLICO
- Então, qual é o futuro para o "guerreiro psíquico" David Morehouse?
"Tenho estado trabalhando na Remote Viewing Technologies (Tecnologias de Visão Remota), uma companhia privada envolvida em informação e seminários de treinamento para técnicas de visão remota", responde Morehouse. "Não temos ensinado ninguém do setor privado; somente pessoas na área de comércio e policial. Temos treinado oficiais de polícia em visão remota, porque eles podem fazer prontamente a transição. Olhar por hora e meia nos olhos de um homem morto não perturba um policial ou homem da lei. Oficiais de polícia, de qualquer modo, parecem ter uma visão preconceituosa do mundo. Se estão trabalhando nos detalhes de um homicídio, eles têm uma tendência a não querer nada separado ou desordenado".
- Então, o que está sendo feito com esta tecnologia como um serviço público, por assim dizer?
"Provavelmente os dois pioneiros somos Lin Buchanan e eu mesmo. Criei uma companhia chamada Remote Viewing Technologies, com oficiais de polícia. Lin tem o que chamo de Assigned Witness Program (Programa de Testemunhas Designadas).
"A Remote Viewing Technologies tem trabalhado em vários casos em New Jersey e em Baltimore. Estamos prontos para treinar um grande número de oficiais em New Jersey, e já treinamos sete oficiais de polícia em Minnesota. As delegacias, os chefes-de-polícia, os detetives – cada um tem aderido ao treinamento de braços abertos. Logo eles compreendem que devem manter uma perspectiva dela e saber que as três regras cardeais da visão remota devem sempre prevalecer:
"Um: ela não é 100% acurada; nunca foi e nunca será.
"Dois: você não pode nunca acreditar nos resultados de um único visualizador remoto operando independentemente de outros; portanto, você não pode trabalhar sozinho. Este é o problema com o qual Courtney Brown e Ed Dames toparam. Eles se restringiram. Courtney Brown senta-se e diz ‘Siga o objeto Hale-Bopp. Descreva-o’. Isto viola todas as regras da visão remota. Não é um estudo feito às cegas. Se você trabalha sozinho, você pode perder seu senso analítico, ou deixar voar sua imaginação. É a mesma violação de protocolo na qual Ed Dames caiu.
"Três: a visão remota não é um empreendimento isolado. Na comunidade de inteligência, é sempre usada em consonância com outras ‘plataformas de coleta’. Na polícia, é sempre usada com outros métodos de investigação".

NOVAS HABILIDADES PARA O PRÓXIMO MILÊNIO

David Morehouse, autor de Guerreiro Psíquico, deveria ser condecorado por sua coragem em expor estes segredos do mundo da quarta dimensão, e trazer a visão remota para fora do âmbito restrito da inteligência.
Ser um whistleblower pode ser o último desafio. Com grande sacrifício para sua família e para a sua vida, ele tem sofrido inimagináveis processos, atribulações e hostilidade pela CIA e seus patetas. E, apesar de uma bem organizada campanha contra o seu trabalho, ele tem resistido com sucesso a esta barragem de calúnias e ataques pessoais.
A importância da visão remota não deveria ser subestimada. Assim como através da Internet se pode conseguir informação mais rapidamente e mais fácil do que ir à livraria, assim também a visão remota tem o potencial para revolucionar o acesso aos registro históricos e outros que são inacessíveis aos cinco sentidos.
O século 21 irá requerer novos talentos. A visão remota e sua auxiliar, a assim chamada ‘percepção extra-sensorial’ (PES) ou poderes paranormais, podem ser cruciais à sobrevivência e evolução da raça humana.

Sobre o Autor:

Uri Dowbenko é um escritor, fotógrafo e um colunista não sindicalizado. Ele pode ser contatado através da revista NEXUS.

Referências:

• Bentov, Itzhak, Stalking the Wild Pendulum: On the Mechanics of Consciousness, E. P. Dutton, New York, NY, USA, 1977.
•Braden, Gregg, Awakening to Zero Point: The Collective Initiation, LL Productions, PO Box 3010, Bellevue, WA 98009, USA, phone 1800 243 1438 (toll-free in USA).
•Cathie, Bruce L., The Harmonic Conquest of Space, NEXUS Magazine, Mapleton, Qld, Australia, 1994-95.
• Constantine, Alex, Psychic Dictatorship in the USA, Feral House, Portland, Oregon, USA, 1995. (See especially chapter 2, "Blue Smoke & Lasers: SDI as a Cover Story for the R&D of Electromagnetic/Cybernetic Mind Control Technology".)
• King, Godfre Ray, Unveiled Mysteries, Saint Germain Press, 1120 Stonehedge Drive, Schaumburg, Illinois 60194, USA.
• Langley, Noel, Edgar Cayce on Reincarnation, Warner Books, NY.
• McMasters, R. E., Jr, The Christ Within, A. N. International, PO Box 84901, Phoenix, Arizona 85071, USA, phone 1800 528 0559 (toll-free).
•Morehouse, David, Psychic Warrior, St Martin's Press, New York, 1996; Michael Joseph Ltd, London, UK, 1996. (See pp. 167-71 for reference to DIA Gulf War remote-viewing 'mission'.)
•Ostrander, Sheila and Schroeder Lynn, Supermemory: The Revolution, Carroll & Graf Publishers, New York, 1991.
• Prophet, Mark L., The Human Aura, Summit University Press, Box 5000, Corwin Springs, Montana 59030, USA.
• Roerich, Nicholas, Brotherhood, Agni Yoga Society, 319 West 107th Street, New York, NY 10025, USA.
• Stich, Rodney, Defrauding America, Diablo Western Press, PO Box 5, Alamo, California 94507, USA, phone 1800 247 7389.
• Sutton, Antony C., America's Secret Establishment, Liberty House Press, Billings, Montana, USA.
• Sutton, Antony C. (Ed.), Phoenix Letter, 1517 14th Street #216C, Billings, Montana 59102, USA.
•Talbot, Michael, The Holographic Universe, HarperCollins Publishers, New York, 1991.

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(Texto traduzido por LGA).

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